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Filme 'Coragem' teve estreia na RTP2 e conquistou Festival 100Cenas

Entrevista com o realizador, o diplomado João Pereira (ESE/IPS)

Ainda agora começaram a dar os primeiros passos na área de Produção Audiovisual e já receberam vários estímulos de peso para continuar a progredir no caminho. Com "Coragem", que escolhe colocar o foco no lado humano do VIH/SIDA, deixando a doença para segundo plano, João Pereira, Rita Costa e Tiago Lemos arrecadaram, no último ano, na vila alentejana de Castro Verde, o prémio de "Melhor Filme de Ficção", atribuído pelo júri do Festival 100Cenas, um dos mais reputados certames de cinema e multimédia em contexto escolar. Deu-se ainda, em dezembro, a estreia televisiva, no programa "Cinemax", da RTP2, e antes do final do ano os três diplomados da Escola Superior de Educação (ESE/IPS) regressaram a "casa" para uma merecida homenagem por parte da direção da escola. Pretexto também para uma breve conversa com o realizador e argumentista João Pereira, que nos recordou o making-of  da curta que anda a dar que falar.

 

Qual a história narrada em "Coragem", filme que venceu o Festival de Cinema e Multimédia 100Cenas na categoria de Melhor Ficção? Como podemos descrever o enredo e a mensagem que pretendem passar?

O filme retrata a história de uma rapariga que, após descobrir que era portadora do vírus VIH, decide terminar o namoro, exatamente no dia em que ela e o namorado celebram um ano de relacionamento. Quisemos desenvolver a história de uma forma pouco usual no que toca à típica "fórmula" na ficção, contrariando-a, e dando maior destaque às personagens do que à própria doença, relativizando-a. Assim, pegando nessa premissa, construímos um filme em torno de uma simples conversa durante um jantar, expondo as fragilidades das duas personagens. Quanto à mensagem, acredito que este filme deixa-nos uma ideia pouco concreta no ar: o que virá a seguir? Como ficaram as duas personagens? Este término é intencional, colocando o espectador no lugar de decisão e julgamento, e dando também um cunho meu já habitual em todas as minhas narrativas.

 

Estão envolvidos mais dois diplomados da ESE/IPS neste projeto, Rita Costa e Tiago Lemos.  Como se desenvolveu o processo criativo, de onde vos surgiu a ideia?

O projeto foi desenvolvido em grupo. Cada um de nós teve uma parte fundamental para todo o processo criativo e técnico, desde o brainstorming inicial até à sua concretização. A Rita desenvolve aqui um trabalho de produção excecional. Já o Tiago, colabora em toda a produção como diretor de fotografia e operador de câmara. Eu liderei o projeto, realizando e escrevendo o argumento. A ideia surgiu numa conversa informal, à mesa de um McDonalds. Todos sabíamos o prazo final para entrega e concretização deste projeto, e numa reunião marcada fizemos um típico brainstorm sobre quais as temáticas que iríamos abordar. Um projeto que inicialmente consistia em realizar um pequeno "produto audiovisual de ficção com duração máxima de 5 minutos" e que rapidamente se tornou num trabalho mais desenvolvido e rebuscado (também devido ao curto prazo - duas semanas - que tínhamos para escrever, rodar, editar e finalizar). Assim, embarcámos nesta aventura e, através do esforço individual de cada um, levámos a cabo um projeto bem estruturado.



 

Que tipo de acompanhamento receberam no contexto do Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) em Produção Audiovisual,  e da parte dos vossos professores? Em que é que a formação no IPS vos ajudou?  

Este projeto foi feito no terceiro semestre do nosso curso, semestre esse em que nós, enquanto estudantes, estamos também um pouco mais isolados e independentes. Neste projeto em específico, tivemos o apoio dos professores na cedência de algum equipamento técnico. Todo o processo criativo, pré-produção, produção e pós-produção foram feitos de forma autónoma. Contudo, acredito que isso só foi possível também devido a todo o acompanhamento e ensinamento que todos os professores do curso nos têm dado, desde o início. Sem isso seria impossível levar a cabo este projeto de uma forma tão organizada e com uma qualidade que eu considero excecional.

 

O que significa para vocês este prémio - que estímulo é que ele vos dá?

Este prémio é, obviamente, o reconhecer do nosso trabalho enquanto produtores audiovisuais. Saber que, de entre dezenas de filmes submetidos a concurso, o nosso foi reconhecido como "Melhor Ficção", é a mais palpável certeza de que cada um de nós nasceu para fazer isto. Está-nos no sangue! É um grande estímulo para continuar a fazer mais filmes, com melhor qualidade visual, conceptual e argumentativa. Estamos também bastante orgulhosos por podermos dar este prémio e reconhecimento à nossa escola, elevando ainda mais a expectativa face ao curso de Produção Audiovisual. Estamos de parabéns... e o IPS também!

 

Qual o rumo próximo do filme "Coragem". Tem exibições marcadas, concorrerá a outros festivais?  

Neste momento o filme está submetido a vários concursos e festivais a nível nacional. Foi exibido, em outubro, no Festival Shortcutz, em Lisboa, e no Ymotion, que decorreu em novembro, em Vila Nova de Famalicão.  Temos também em vista alguns festivais e concursos a nível internacional, estamos apenas a aguardar datas e inscrições.

 

Ver o trailer aqui.

 

 

11 de janeiro/2018

 

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