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IPStartUp Week 2018 | Diário de Bordo

1.º DIA | 24 de julho de 2018

Academia IPStartUp Week #1: natureza e comunicação de mãos dadas

Rodrigo Andrade não percorreu muitos quilómetros para chegar à IPStartUp Week. Natural de Setúbal, o estudante de 16 anos conheceu esta academia através de um amigo que já tinha participado. "Disse- me que era uma forma de conhecer pessoas novas", conta Rodrigo.

O estudante está ainda indeciso quanto à área de estudos que vai prosseguir. Para esta semana, espera "experiências novas que permitam saber melhor o que fazer no futuro". O tema do empreendedorismo interessa-lhe sobretudo "pela independência que lhe está associada, ao não depender de ninguém e poder construir as ideias livremente". "Espero descobrir o que é afinal ser empreendedor", reforçou.

Na receção aos participantes, essa mesma ideia foi destacada pela vice-presidente do Politécnico de Setúbal, Ângela Lemos. "O programa desta academia foi construído a pensar nos estudantes, tendo por base a temática do empreendedorismo", sublinhou. Ao ter este foco, acrescentou, será ainda possível desenvolver competências como trabalho de equipa ou capacidade de liderança.

A vice-presidente agradeceu a todas as escolas do Politécnico de Setúbal por "tornarem esta semana possível", não esquecendo as câmaras de Setúbal e do Barreiro. Ângela Lemos deixou ainda um conselho aos cinquenta participantes da IPStartUp Week: "Aproveitem esta semana, percebendo que o ensino superior é o caminho a tomar".

Ainda durante a sessão de abertura, foi apresentado aos estudantes o desafio "MyStartUp Life". O objetivo é que, durante os cinco dias, os participantes possam "criar uma memória audiovisual", construindo um vídeo que resuma a sua experiência. O docente da Escola Superior de Educação (ESE/IPS), na área dos audiovisuais, João Pires, sublinhou que, nesta tarefa, "não existem regras": "Sejam o mais criativos que quiserem e conseguirem".

Conhecer o campus

As pistas indicavam diferentes partes do campus e, em cada uma, um desafio aguardava os participantes. Esta foi a mecânica escolhida pela Associação Académica do Politécnico de Setúbal (AAIPS) para dar a conhecer os diferentes espaços. Do ginásio às diferentes escolas superiores, sem esquecer a sede da AAIPS, as quatro equipas cruzaram o campus, procurando o melhor resultado.

Todas as atividades propostas, explicou a presidente da direção da AAIPS, Inês Silva, estão relacionadas com o Politécnico de Setúbal, a sua oferta formativa e o seu dia a dia. "Esta é uma dinâmica mais interessante do que uma abordagem expositiva", realçou, acrescentando que, simultaneamente, "é fomentado o espírito de equipa".

Criada em 2012, a AAIPS agregou as associações de estudantes das diferentes escolas superiores. A decisão, garante Inês Silva, trouxe mudanças: "Hoje, resolvemos mais problemas dos estudantes, temos uma voz mais ativa e somos mais procurados".

A associação académica representa os mais de 6 000 estudantes do IPS e essa é uma das razões apontadas pela presidente para o sucesso da medida. "Muitas vezes, os problemas de alguns estudantes são os problemas de todos", concluiu.

Na maré do moinho

Na margem do rio Sado, mora um edifício com mais de 400 anos. Construído em 1601, o Moinho de Maré da Mourisca foi recuperado em 1995 e conta hoje com um centro interpretativo sobre a arte da moagem. Foi este o local que os estudantes puderam visitar, com tempo para um passeio pelos trilhos que acompanham as margens do estuário do Sado.

Conforme explicou o guia, Nuno Raposeiro, este é um dos quatro moinhos de maré construído neste estuário. As construções foram implementadas neste local, acrescentou, de forma a aproveitar a força natural das águas "que permitiam quatro horas de moagem por dia". Atualmente, o local é procurado para a atividade turística, nomeadamente para observação de aves.

Essa foi mesmo uma das atividades que, durante a tarde, os participantes do IPStartUp Week puderam realizar, bem como aprender mais sobre o processo de moagem.

Quebrar o gelo

Um a um, os estudantes foram caminhando para o centro do círculo e apresentaram-se, partilhando os seus gostos e características. O momento integrou o quebra-gelo preparado pelos docentes da licenciatura em Animação e Intervenção Sociocultural, da ESE/IPS que, para o professor Filipe Fialho, pode fazer a diferença nos próximos dias de academia. "É importante garantir este espaço para exteriorizar o que somos e para nos aproximarmos, criando coletivos", salientou.

A criação de "um espaço de cumplicidade e partilha" foi conseguida com recurso à "comunicação interpessoal e à expressão artística". De resto, salientou Filipe Fialho, estas competências de comunicação e capacidade de relação com os outros são cada vez mais importantes. "Não só do ponto de vista profissional, mas também relativamente à natureza humana", concluiu.

Texto e imagens: Fórum Estudante

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