This Page is not available in English  

Saltar para: Menu Principal, Conteúdo, Opções, Login.

IPStartUp Week 2018 | Diário de Bordo

3.º DIA | 26 de julho de 2018

Academia IPStartUp Week #3: Empreendedorismo de boa saúde

Durante alguns minutos, a sala de acupuntura da Escola Superior de Saúde (ESS/IPS) tornou-se duplamente oriental. Enquanto os participantes da IPStartUp Week conheciam algumas técnicas deste ramo da Medicina Tradicional Chinesa, uma comitiva da Universidade de Tiajin, na China, entrava na sala.

Durante a visita, o presidente do IPS, Pedro Dominguinhos, explicou que esta área é uma aposta recente, com a inclusão, em setembro passado, da licenciatura em Acupuntura na oferta formativa, após a validação da agência de acreditação A3ES. Com a duração de quatro anos, esta formação conta atualmente com 30 estudantes.

Foi um dos docentes da licenciatura, Jorge Maia, que recebeu os estudantes e explicou alguns dos conceitos básicos: do conceito de "chi" à ideia de equilíbrio presente no icónico Yin-Yang. No início do milénio, explicou, a Organização Mundial de Saúde "reconheceu que esta medicina pode melhorar a qualidade de vida" e ajudar a tratar quase 200 patologias.

As diferenças para a medicina convencional são várias e começam na própria interpretação dos sinais oferecidos pelo corpo. Colocar uma agulha - "que são nossas amigas", destacou Jorge Maia - é, por exemplo, "agir em termos locais e em termos distantes". É possível, por exemplo, tratar uma dor de cabeça, com recurso a uma agulha no pé.

As agulhas, por sua vez, são apenas a face mais visível da acupuntura. Outros elementos e ferramentas integram esta ciência. O recurso a plantas, dietética ou massagens faz também parte do dia a dia de um acupuntor. Em comum, existe uma metodologia. "Utilizamos a observação e palpação, por exemplo, para retirar informações", aplicando "uma lógica simples que resulta", realçou Jorge Maia.

Durante a manhã, os participantes ficaram a conhecer algumas destas técnicas, experimentando mesmo a auricoloterapia, com a colagem de adesivos naturais na parte interior da orelha. A escolha, explicou Jorge Maia, prendeu-se com o facto de esta ser "uma técnica não invasiva" que possibilita "o contacto e a dinâmica de grupo".

O balanço do primeiro ano de atividade da licenciatura, realçou o docente, é "muito positivo", com os estudantes a evidenciarem "grande interesse e dedicação". "Esta é uma área emergente e, durante os próximos anos, será cada vez mais vista como uma forma de tratamento", concluiu.

Laboratório de empreendedores

O que move um empreendedor? Segundo destacou o docente do IPS, Fernando Valente, a resposta é mais complexa do que apenas lucro. A atividade empreendedora estabelece-se a partir de um desejo de independência e, no seu crescimento, há um elemento fundamental para levar em conta: a paixão.

A resposta do docente do IPS foi partilhada com os estudantes durante a atividade da tarde - o EmpreendLab. O desafio apresentado aos estudantes foi simples: a partir de uma visita a alguns dos laboratórios da escola, construir uma imagem, pintando uma t-shirt que apresente e "venda" a marca. As equipas visitaram os laboratórios de Química e Ambiente, de Mobilidade, de Tecnologias Avançadas de Produção e de Instrumentação e Medida.

Antes, a palestra de Fernando Valente incidiu sobre as principais motivações e medos associados à atividade empreendedora, bem como algumas características do processo criativo ou do trabalho em equipa.

Os conselhos aplicavam-se especificamente à tarefa que aguardava os estudantes, nomeadamente do ponto de vista da organização das equipas. "Há sempre qualquer que podemos oferecer ao projeto - utilizem os recursos que vos são disponibilizados e a vossa criatividade", realçou, concluindo: "Está nas vossas mãos".

Os resultados foram depois apresentados a um júri. Inspirados na frase "Hoje estou Elétrico", os estudantes da equipa verde ligaram as áreas da Eletrotecnia e Eletrónica a valores como energia, dinamismo e paixão. A equipa azul, partindo da Engenharia Mecânica, criou uma imagem onde as chamas e faíscas ofereciam dinamismo. Baseando-se na visita ao Laboratório de Instrumentação e Medida, a equipa branca destacou a complexidade e o valor tecnológico da área. Por fim, os grandes vencedores: a equipa vermelha, que associou a área de Química e Ambiente a imagens ligadas à praia e natureza.

Tens o factor "E"?

Ainda durante a tarde, os participantes participaram numa atividade dinamizada pela Unidade de Apoio à Investigação e Desenvolvimento do IPS (UAIIDE-IPS) - o "Sabes se tens o factor E?". A dinâmica baseia- se no teste de Riasec, um método de exame vocacional que ajuda a escolher profissões.

Os estudantes começaram por escolher um perfil que mais se adequasse às suas características, entre "Realistas", "Intelectuais", "Artistas", "Sociais", "Empreendedores" e "Convencionais". Depois, foram apresentadas algumas saídas profssionais associadas.

Escolher ou não o grupo dos "empreendedores", realçaram as reponsáveis da UAIIDE-IPS, não permite conclusões definitivas, uma vez que, "se não existir o factor E, ele pode estar apenas adormecido" e poderá surgir no futuro. A atividade terminou com novo desafio: encontrar formas inovadoras de reduzir a produção e estimular a reutilização de plástico e materiais eletrónicos.

A fechar o dia, a Associação Académica do Politécnico de Setúbal (AAIPS) organizou uma sunset party, onde, entre danças e matraquilhos, não faltou sequer... uma espécie de chuva.

Texto e imagens: Fórum Estudante

Opções
Partes
Últimas Notícias
Ministro do Ensino Superior na 6.ª Semana da Empregabilidade
Pedro Dominguinhos reeleito presidente do CCISP
Estudante Internacional | Candidaturas até 16 de março
Recursos Humanos | Processos de recrutamento em curso
M23 | Candidaturas até 11 de maio