Licenciatura em Engenharia de Automação, Controlo e
Instrumentação
Pedro Rodrigues é antigo aluno do Instituto Politécnico de Setúbal.
Frequentou a Licenciatura em Engenharia de Automação, Controlo e
Instrumentação da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do
Instituto Politécnico de Setúbal (ESTSetúbal/IPS) e é, hoje, um caso
de sucesso.
Terminou o seu curso no ano letivo 2008/2009. Integrou o mercado
de trabalho em 2003, tendo-se licenciado como trabalhador-
estudante. Foi um dos melhores estudantes do curso, tendo obtido
duas bolsas de mérito devido às médias alcançadas. Leciona,
atualmente, na ESTSetúbal/IPS a disciplina de Sistemas e Circuitos
Elétricos, do CET de Automação e Instrumentação Industrial, e exerce
funções no Aeroporto de Lisboa desde meados de 2004, no que diz
respeito à manutenção de equipamentos de apoio a aeronaves
(Empresa ANA, Aeroportos de Portugal, S.A.).
1. O que o
levou a escolher o Instituto Politécnico de Setúbal e a Licenciatura em
Eng. de Automação, Controlo e Instrumentação (ACI)?
Escolhi o Instituto Politécnico de Setúbal por estar na cidade onde
nasci, o curso por ser aquele com o qual mais me identificava a nível
de experiência académica e profissional. Tive conhecimento do curso
através de pesquisa no site da escola, quando me interessou reforçar
as minhas habilitações académicas. Como tinha tirado o CET em
Automação, Robótica e Controlo Industrial na ANFEI (atual ATEC),
escolhi também pelo facto de já ter algumas bases de conhecimento
relativamente a estas temáticas específicas.
2. A
designação deste curso é pouco apelativa mas ACI é um dos cursos
mais procurados pelas Empresas. Quer comentar?
Penso que o facto de não haver uma maior informação nos guias de
candidatura, acerca de cada um dos cursos, faz com que os jovens
efetuem a sua escolha sem saber ao certo ao que se estão a
candidatar. De facto, atualmente, este é um dos ramos mais
procurados pelas Empresas, devido à diversidade oferecida a nível de
conhecimentos e devido ao facto de haver esta necessidade a nível de
mercado.
3. Depois de
terminar o curso, como se deu a integração no mercado de trabalho?
Tendo sido trabalhador-estudante, já me encontrava a trabalhar no
término do curso. Continuo na mesma empresa, exercendo a mesma
função, mas neste momento com mais relevância e responsabilidades
acrescidas.
4. Quais as
funções que exerce atualmente? Fale-nos um pouco sobre o seu dia-
a-dia.
Sou Técnico de Manutenção Elétrica, efetuo diversas tarefas de
manutenção preventiva e corretiva em equipamentos de apoio a
aeronaves. Trabalho por turnos, sendo que cada dia é uma novidade,
tendo em conta a inconstante regularidade dos acontecimentos
associados à função.
5. Como
caracteriza a sua experiência de estudante na ESTSetúbal/IPS?
Foi bastante positiva. Tive pena de não me ter sido possível socializar
mais com os colegas, devido ao facto de ser trabalhador-estudante e
de não ter tempo para tudo. Mas penso que no final era
compreendido. A nível particular, foi imensamente gratificamente ser
reconhecido com as duas bolsas de mérito atribuídas pelo IPS.
6. Quais os
momentos do curso que o marcaram positiva e negativamente?
Positivamente, o reconhecimento alcançado através das bolsas e a
constante empatia/harmonia verificada entre professores e alunos.
Negativamente, o facto de não ter socializado mais com os colegas de
curso em vários momentos de convívio.
7. Conhece
as ofertas do Instituto Politécnico de Setúbal ao nível da formação
avançada?
Sim conheço. Procuro estar sempre a par das novidades e atualizar-
me no SI.
8. Equaciona
prosseguir os seus estudos para Mestrado ou Doutoramento?
Neste momento, encontro-me dedicado ao meu trabalho no Aeroporto
de Lisboa e às atividades de formação na ESTSetúbal/IPS e na ATEC.
Penso prosseguir estudos dentro de 2 ou 3 anos quando,
pessoalmente, verificar também essa necessidade.
9. Encontra-
se em curso a criação da Associação de Antigos Alunos do IPS. Estaria
interessado em integrar este projeto?
Claro que sim. Seria para mim uma honra fazer parte de uma
Associação que me ligasse, permanentemente, ao nome do Instituto
Politécnico de Setúbal.
10. Que
conselho dá aos estudantes que queiram ingressar no seu curso?
De um modo geral, aconselho que tenham persistência, força de
vontade e bastante resistência a contratempos. Particularmente,
aconselho a escolherem pelo interesse relativamente a estas
temáticas, para que as disciplinas técnicas sejam mais bem recebidas
e mais facilmente interiorizadas a nível de conceitos.