Licenciatura em Engenharia Química
1. Como
surgiu a Engenharia Química na sua vida? Foi uma área que desde
cedo chamou a sua atenção? Porquê?
A minha mãe tirou o curso de Engenharia Química e apesar de ter
seguido o ramo de ensino, sempre me permitiu muito contacto com a
área prática das ciências, nomeadamente a química.
No entanto, a Engenharia Química não foi a minha primeira escolha
após a conclusão do ensino secundário. Na altura, ainda não sabia da
existência da ESTBarreiro/IPS e por isso sempre pensei que a única
hipótese seria um curso muito teórico e cheio de matemática, como
muitos que existem de engenharias.
Por isso, a Engenharia Química acabou por surgir mais tarde na minha
vida, como um seguimento de todo o interesse que sempre tive por
esta área.
2. Como teve
conhecimento do IPS? E o que a motivou a estudar no Instituto?
A minha primeira escolha para entrada no ensino superior, em 2010,
foi "Ciências Farmacêuticas". Desde cedo, percebi que não tinha
ingressado no curso certo para mim, por diversas razões. Decidi então
desistir e procurar um novo curso com o qual me identificaria mais.
No culminar desta procura surgiu o curso de Engenharia Química na
ESTBarreiro/IPS, que se mostrou ser um excelente curso, cheio de
componente prática, o que para mim sempre foi uma parte fulcral
para a minha aprendizagem.
3. E os
tempos de estudante, como foram? Quais os momentos que guarda
na memória?
Os tempos de estudante foram fantásticos. É sempre aquela altura
que nos permite fazer grandes amizades, que nos acompanham nos
anos posteriores à conclusão do curso.
Isto foi o que aconteceu comigo, travei especialmente uma grande
amizade, que ainda hoje prevalece e foi o meu grande apoio durante
toda a licenciatura. Passámos dias e noites a estudar para, claro, ter
boas notas nos testes e exames. E não é que funcionou mesmo? Foi
muito bom.
Claro que as festas da ESTBarreiro/IPS e do próprio IPS fizeram parte
do percurso académico, mas o meu foco foi muito mais o de terminar
a licenciatura, na medida em que já “tinha perdido um ano” de
estudos por ter mudado de curso.
4. No mundo
da química, como foi a sua inserção no mercado de trabalho?
Tudo começou com o estágio curricular. Esta deve ser a mais
importante e mais-valia de todo o curso, pois permite-nos aplicar, de
uma forma ou de outra, os conhecimentos teóricos e práticos
adquiridos ao longo da licenciatura e também permite que o mundo do
trabalho nos conheça.
Estagiei na empresa farmacêutica “AtralCipan” durante seis meses, curiosamente
sem desempenhar funções de engenheira química, mas sim de
química analítica (que também é parte integrante da licenciatura) e
fiquei rendida à área em que desenvolvi o meu relatório de estágio.
Como gostaram do meu desempenho, fiquei mais seis meses a
trabalhar nesta empresa. Foi assim que entrei no mercado de
trabalho.
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5. Profissionalmente quais os locais onde
desempenhou funções? E quais os que elege como os seus preferidos?
Até à data só trabalhei em duas empresas
diferentes, no entanto sempre na indústria farmacêutica na área de
química analítica e controlo de qualidade.
Entre Outubro de 2014 e Março de 2015
trabalhei na “AtralCipan”. Desde Abril de 2015 que me encontro
empregada na “Hovione ”.
Preferidos ainda não consigo dizer que há. Mas,
claro que o facto de trabalhar há mais tempo na Hovione permitiu que
adquirisse mais conhecimentos e mais experiência profissional. No
entanto, o que consigo dizer é que são duas empresas muito
diferentes e com organizações distintas, nomeadamente pelo facto de
produzirem produtos em fases diferentes da vida de um medicamento.
Tudo isto torna a área da química analítica muito
interessante e consigo mesmo dizer: divertida.
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6. Para si, ser
Engenheira Química é....
Ter a capacidade de resolver problemas a nível industrial de uma
maneira racional, económica e que permita sempre que haja evolução
para a empresa.
7. Daqui a
alguns como se vê? O que gostaria de ter realizado profissionalmente?
Espero daqui a alguns anos ser chefe de equipa e coordenar os
colaboradores para conseguir atingir os objetivos definidos por mim
própria e também pela empresa onde eu esteja a desempenhar
funções.