Mestrado em Engenharia Civil
1. Saiu de
Faro para Lisboa, no entanto decidiu realizar o Mestrado em Eng.ª Civil
no Barreiro. O que motivou a sua escolha?
O facto de estar a trabalhar a tempo inteiro em Almada, levou-me a
procurar uma instituição de ensino superior com ensino noturno. A
ESTBarreiro/IPS foi à data a que me possibilitou a conjugação dos
estudos com a vida profissional.
2. Evoluir
profissionalmente, tendo como suporte a aquisição de mais
conhecimentos com o Mestrado foi algo que esteve sempre nos seus
projetos? Que portas lhe abriu a realização do Mestrado?
Sempre esteve nos meus planos a realização do mestrado, como meio
de continuar a evoluir profissionalmente. Num mundo tão competitivo
como o da Engenharia Civil, o mestrado tornou-se um "must've!"
. No meu caso facilitou e de que maneira a integração no
mercado internacional.
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3. Como foi para si integrar o mercado de trabalho a
nível internacional? Como descreve a experiência de trabalhar no
estrangeiro?
A integração no mercado internacional de
trabalho foi, ao início, um processo de insistência nas entrevistas,
dado que existe sempre a preferência por engenheiros locais. A minha
experiência internacional pode ser dividida em duas partes, a primeira
aquando da ida para a Inglaterra e a segunda quando me mudei para
a Holanda. Em termos de conhecimentos técnicos ficou bem claro que
a nossa engenharia está ao nível das melhores e não senti nenhuma
diferença em termos de trabalho técnico. As diferenças entram em
campo na cultura das empresas, aí sim se sente a diferença.
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4. Quais as
empresas onde desempenhou funções? E em qual gostou mais de
trabalhar e porquê?
Em Portugal, comecei com um estágio profissional na antiga “Estradas
de Portugal”. No final do estágio passei para funcionário a tempo
inteiro na empresa, desempenhando a função de Diretor de
Fiscalização de obras, onde estive durante 3 anos a fiscalizar e gerir
obras de pequena e média dimensão. Durante esses três anos estive
também ligado a contratos de manutenção de estradas e a novas
obras de grande dimensão como a CRIL.
Em seguida e já com a parte curricular do mestrado feita, embarquei
para a Inglaterra ingressando na “Mouchel” como engenheiro de
estruturas, função que desempenhei durante um ano, estando ligado
ao design e inspeções de Pontes e estruturas rodoviárias.
No final de 2013, fui contatado para a possibilidade de entrar num
programa de desenvolvimento acelerado de uma empresa holandesa
na área de offshore, Boskalis Offshore. Aqui desempenhei
funções como project engineer e proposal engineer, estando
envolvido em projetos desde a fase de concurso até a sua execução.
Esta é sem dúvida o que mais gostei de fazer, dado a ter a
possibilidade de estar em todas as fases do projecto, de trabalhar em
todo o mundo e nas mais variadas áreas dentro do offshore
(T&I de FPSO, instalação e proteção de pipelines e estruturas
marítimas).
5. Quais as
suas perspetivas? Pretende continuar pela Holanda?
A minha ideia, de futuro, é crescer dentro da empresa e a curto/médio
prazo passar da engenharia para a gestão de projetos e/ou propostas
na mesma área. E pretendo continuar na Holanda, dado que as
melhores oportunidades para este setor estão aqui neste momento.