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Desenvolvimento Profissional

    Detalhes do curso

  • Conhecimentos de Base Recomendados

    -

  • Objetivos

    Com esta unidade curricular pretende-se que o estudante desenvolva capacidade para refletir sobre a sua prática profissional, nomeadamente, acerca dos aspetos subjacentes ao seu raciocínio clínico, à tomada de decisão em contexto clínico, bem como ao seu modelo de prática no contexto da atuação com utentes com condições músculo-esqueléticas. Pretende-se ainda que o estudante desenvolva capacidade para analisar as suas atitudes e comportamentos em contexto de prática profissional, bem como para organizar, sistematizar e suportar o conhecimento desenvolvido na interação com os utentes. Por fim, pretende-se que o estudante seja capaz de desenvolver planos de ação que assegurem o desenvolvimento de competências para a implementação de um modelo de prática centrado no utente e informado pela evidência científica.

  • Métodos de Ensino

    Os métodos de ensino– aprendizagem incluem: o método expositivo através de aulas teóricas/ seminários, o método tutorial realizado em pequenos grupos e em formato individual para feedback e estudo autónomo. A plataforma Colibri-Zoom será utilizada, sempre que adequado ou necessário, para as aulas de orientação tutorial, bem como para o acompanhamento individual.

  • Estágio(s)

    Não

  • Programa

    -Conceito de desenvolvimento profissional contínuo e sua relação com os requisitos para uma prática avançada na área de intervenção da fisioterapia com utentes com condições músculo-esqueléticas;

    -Modelo de prática centrada no utente – requisitos e dimensões essenciais para a sua implementação; barreiras e facilitadores;

    -Raciocínio clínico e prática centrada no utente: abordagens ao raciocínio clínico; Estratégias de raciocínio clínico (raciocínio hipotético-dedutivo, raciocínio narrativo, raciocínio interativo, raciocínio colaborativo, raciocínio educativo, raciocínio ético e raciocínio preditivo);

    -Modelo de prática colaborativo e aliança terapêutica; prática centrada no utente e informada pela evidência científica – implementação e desafios associados; o contexto nacional e internacional da fisioterapia;

    -Reflexão e desenvolvimento do conhecimento prático: tipos de conhecimento (conhecimento científico, técnico; conhecimento experimental prático e conhecimento pessoal);

    -Teoria da Aprendizagem Transformativa: aplicação da teoria e respetivas fases no processo de reflexão sobre a prática clínica.

  • Demonstração de conteúdos

    Ao longo da UC pretende-se promover a capacidade de reflexão acerca da prática profissional, contribuindo para uma prática centrada no utente e aprendizagem a partir da prática. Nesse sentido, os conteúdos são centrados, por um lado, nas estratégias de raciocínio clínico, bem como nos princípios para uma prática centrada no utente de modo a contribuir para a reflexão do estudante acerca da sua prática ao nível da forma e propósito da colaboração que estabelece com os utentes, familiares/ cuidadores e/ou populações. Por outro lado, são também abordados os conteúdos centrados nos diferentes tipos de conhecimento (conhecimento científico; conhecimento experimental/prático e conhecimento pessoal) e estratégias para uma prática reflexiva, de modo a promover o desenvolvimento do conhecimento prático. A teoria da aprendizagem transformativa é utilizada enquanto guia para a transposição dos conteúdos abordados na unidade curricular para a prática clínica.

  • Demonstração da metodologia

    Os diversos métodos de ensino-aprendizagem - incluindo o método expositivo, tutorial (em grupo e individual) e estudo autónomo - pretendem contribuir para a reflexão sobre a prática profissional. Deste modo, o método expositivo permite ao estudante compreender os princípios e pressupostos subjacentes aos conceitos que estão na base da reflexão pretendida (p.e. sobre os princípios da prática centrada no utente), o que facilita a sua auto-avaliação e desenvolvimento de consciência/perceção acerca da sua atuação. Por sua vez, a discussão entre pares durante as tutorias pretende contribuir para a reflexão critica e análise de diferentes perspectivas, questões e/ou sugestões apresentadas pelos colegas. A orientação tutorial decorre também em formato individual, permitindo a discussão aprofundada com o tutor da unidade curricular sobre a transposição dos conteúdos e sua aplicabilidade na prática clínica. Esta orientação é estruturada de acordo com as 10 fases da teoria da aprendizagem transformativa, permitindo o acompanhamento continuado do processo no decorrer do ano lectivo. O estudo autónomo é, igualmente, fundamental para a reflexão individual, sendo para tal também disponibilizadas questões orientadoras e bibliografia que pretendem contribuir para o seu aprofundamento.

  • Docente(s) responsável(eis)

    -

  • Bibliografia

    1. Bjorbærkmo WS, Shaw J. (2018) Physiotherapy at the intersection between standardization and individual adaptation. In: Gibson B, Nicholls D, Setchell J, Grove KS, editors. Manipulating practices: a critical physiotherapy reader. Cappelen Damm Akademisk; p. 285-307.

    2. Caeiro, C., Moore, A., & Price, L. (2021) Clinical encounters may not be responding to patients' search for meaning and control over non-specific chronic low back pain - an interpretative phenomenological analysis. Disability and Rehabilitation, doi: 10.1080/09638288.2021.1966679.

    3. Claydon, A., Paul-Taylor, G. (2017) Persistent pain: physiotherapy students experiences of person-centred care in musculokeletal outpatient departments. International Journal of Practice-based Learning in Health and Social Care, 5(2), 69-83. 

    4. Cruz, E. B., Moore, A., & Cross, V. (2012). Clinical reasoning and patient-centred care in musculoskeletal physiotherapy in Portugal - A qualitative study. Manual therapy, 17(3), 246–250. 

    5. Dukhu S, Purcell C, Bulley C. (2018) Person-centred care in the physiotherapeutic management of long-term conditions: a critical review of components, barriers and facilitators. International practice development journal, 8(2), 1-27.

    6. Fu Y, McNichol E, Marczewski K, et al. (2018) The management of chronic back pain in primary care settings: exploring perceived facilitators and barriers to the development of patient-professional partnerships. Qualitative Health Research, 28(9), 1462-1473.

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    8. Hansen, L.S., Præstegaard, J., Lehn-Christiansen, S. (2021) Patient-centeredness in Physiotherapy-A literature mapping review, Physiotherapy Theory and Practice, doi: 10.1080/09593985.2021.1923095

    9. Hiller, A., Delany, C. (2018) Communication in physiotherapy: challenging established theoretical approaches, In Gibson, B., Nicholls, D., Setchell, J. & Groven, K. S. Manipulating practices: a critical physiotherapy reader. Cappelen Damm Akademisk; p. 308-333.

    10. Jones, M. (2019) Clinical reasoning: fast and slow thinking in musculoskeletal practice. In Jones, M., Rivett, D. (Eds) Clinical Reasoning in Musculoskeletal Practice (2nd ed.) Edinburgh: Elsevier.

    11. Lin I, Wiles L, Waller Ret al. (2020) Patient-centred care: the cornerstone for high-value musculoskeletal pain management, 54(21), 1240-1242.

    12. Lin I, Wiles L, Waller R, et al. (2020) What does best practice care for musculoskeletal pain look like? Eleven consistent recommendations from high-quality clinical practice guidelines: systematic review. Br J Sports Med, 54, 79–86.

    13. Matthew L. (2020) Above and Beyond Statistical Evidence. Why Stories Matter for Clinical Decisions and Shared Decision Making. In: Anjum RL, Copeland S, Rocca E (Eds). Rethinking Causality, Complexity and Evidence for the Unique Patient. Springer. p. 127–136.

    14. Søndena, P., Dalusio-King, G., Hebron, C. (2020) Conceptualisation of the therapeutic alliance in physiotherapy: is it adequate? Musculoskeletal Science and Practice, doi: 10.1016/j.msksp.2020.102131

    15. Trede, V. & Higgs, J. (2019). Collaborative decision making in liquid times. In: Higgs, J., Jensen, G., Loftus, S. and Christensen, N, (Eds). Clinical Reasoning in the Health Professions (4th ed). Sydney: Elsevier.

    16. Vennedey, V., Hower, K., Hillen, H., Ansmann, L., Kuntz, L., Stock, S. (2020) Patients` perspectives of facilitators and barriers to patient-centred care: insights from qualitative patient interviews. BMJ Open, doi:10.1136/bmjopen-2019-033449.

  • Código

    MFCME05

  • Modo de Ensino

    PRESENCIAL

  • ECTS

    6.0

  • Duração

    Anual

  • Horas

    25h Orientação Tutorial

    10h Seminário

Conteúdo atualizado em 09/03/2025 23:15
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