Ciberculturas
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Conhecimentos de Base Recomendados
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Objetivos
No final da unidade curricular os estudantes devem ser capazes de:
-identificar a génese do conceito, as suas aplicações contemporâneas e outros conceitos correlatos;
- reconhecer os conceitos-chave e os modelos teóricos que se lhe associam, assim como os seus contextos de criação e aplicação;
- compreender a complexidade da sua definição face aos múltiplos posicionamentos que convoca;
-compreender as dinâmicas económicas, políticas e culturais associadas ao mesmo.
- adotar uma postura informada e crítica perante os debates acerca do tema. -
Métodos de Ensino
As aulas serão divididas em duas secções contíguas, uma primeira de cariz expositivo em que serão apresentados os conceitos propostos nos conteúdos programáticos e uma segunda que propõe, a partir da leitura de textos ou análise de casos práticos relacionados com os conceitos antes apresentados, o debate coletivo sobre essas questões.
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Estágio(s)
Não
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Programa
1. Cibercultura
1.1. A proto-história da cibercultura
1.2. O ciberespaço como fundador da cibercultura.
1.3. Duas perspetivas sobre o tema: Os “apocalípticos” e os “Integrados” (segundo a terminologia de Umberto Eco)
1.4. O fim anunciado da comunicação de massas
1.5. O binómio orgânico/mecânico
1.6. A reorganização do território
2. Cibercultura 2.0
2.1. A Web 2.0 e os meios participativos
2.2. A Teoria da Cauda Longa, o Webcasting e Hiperdistribuição
2.3. O trabalho colaborativo
2.4. As mutações culturais e artísticas -
Demonstração de conteúdos
Os conteúdos programáticos previstos ajustam-se aos objetivos no pressuposto de que se pretende dar aos estudantes uma perspetiva atualizada e crítica acerca da cibercultura e dos diferentes posicionamentos teóricos sobre o mesmo tema. Os conteúdos programáticos previstos permitem uma visão transversal e histórica do fenómeno, assim como a análise da situação contemporânea nacional e internacional e os principais temas e problemas que se lhe associam.
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Demonstração da metodologia
Considera-se que metodologia expositiva seguida da participação dos estudantes na análise de documentos e casos práticos, sempre orientada pela docente, contribuirá para o desenvolvimento das competências identificadas nos objetivos. O estudante terá a oportunidade de conhecer o pensamento teórico sobre os temas em análise e aprofundar a sua compreensão pela identificação e questões e obtenção de respostas e através da observação da sua aplicação em casos concretos.
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Docente(s) responsável(eis)
Marta Sofia da Luz Marcos Pinho Alves - 2.º Semestre
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Bibliografia
ARONOWITZ, Stanley; MARTINSONS, Barbara; MENSER, Michael (ed.) (1996), Technosience and Cyberculture, Londres: Routledge.\nBARBROOK, Richard; CAMERON, Andy (2015), The Internet Revolution: From dot-com capitalism to cybernetic communism, Amesterdão: Institute of Network Cultures.\nBASALLA, George (2001), A Evolução da Tecnologia, Porto: Porto editora. BAUDRILLARD, Jean (1991), Simulacros e Simulação, Lisboa: Relógio d’Água.\nBELL, David (2007), Cyberculture Theorists: Manuel Castells e Donna Haraway, Nova\nIorque e Londres: Routledge.\nBOOLMER, Grant (2018), Theorozing Digital Cultures (2018), Londres: Sage.\nBRETON, Philippe; PROULX, Serge (1997), A Explosão da Comunicação, Lisboa:\nBizâncio.\nBRETON, Philippe (1997), À Imagem do homem: do Golem às Criaturas Virtuais, Lisboa:\nInstituto Piaget.\nCARDOSO, Gustavo (coord.) (2013), A Sociedade Dos Ecrãs, Lisboa: Tinta da China. CARVALHO, Margarida (2007), Híbridos Tecnológicos, Lisboa, Vega.\nCASTELLS, Manuel (2003), “O Fim do Milénio” IN A Era da Informação: Economia,\nSociedade e Cultura, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, Volume III.\nCOUFFIGNAL, Louis (1988), A Cibernética, Mem Martins: Europa-América.\nCRISTOFARI, Gianmarco (2023), The Politics of Platformization: Amsterdam Dialogues\non Platform Theory. Amesterdão: Institute of Network Cultures.\nDAVIS, Mike (2006), Planet of the Slums, London: Versus.\nFEATHERSTONE, Mike; BURROWS, Roger (ed.) (2000 [1995]), Cyberspace, Cyberbodies,\nCyberpunk: Cultures of Technological Embodiment, Londres, Thousand Oaks e Nova Deli:\nSage.\nGERE, Charlie (2002), Digital Culture, London: Reaktion.\nGRAY, Chris (ed.) (1995), The Cyborg Handbook, Nova Iorque e Londres: Routledge. KERCKHOVE, Derrick de (1997), A Pele da Cultura: uma investigação sobre a nova\nrealidade eletrónica, Lisboa: Relógio D’Água.\nLÉVY, Pierre (1998), Cibercultura: Relatório para o Conselho da Europa no quadro do\nProjeto “Novas Tecnologias”: Cooperação cultural e comunicação”. Lisboa: Instituto Piaget. MANOVICH, Lev (2002 [2001]), The Language of New Media, Cambridge: MIT Press. MARTINS, Hermínio; GARCIA, José Luís (coord.) (2003), Dilemas da Civilização\nTecnológica, Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais.\nMILLER, Vincent (2020), Understanding Digital Culture, Londres e Nova Iorque: Sage. MOROZOV, Evgeny (2011), The Net Delusion: The dark side of Internet Freedom, Nova\nIorque: Public Affairs.\nNAYAR, Pramod K. (2010), An Introduction to New Media and Cybercultures, Malden e\nOxford: Wiley-Blackwell.\nPOSTER, Mark (2000), A Segunda Era dos Media, Oeiras: Celta.\nBOOMEN, Marianne van den; LAMMES, Sybille; LEHMANN, Ann-Sophie; RAESSENS,\nJoost; SCHAFER, Mirko Tobias (eds.), Tracing New Media in Everyday Life and Technology, Amesterdão: Amsterdam University Press.\nTOFTS, Darren; JONSON, Annemarie; CAVALLARO, Alessio (ed) (2003), Prefiguring Cyberculture: An Intelectual History, Cambridge e Londres: MIT Press.\nTURKLE, Sherry (2015), Reclaiming conversation: The Power of Talk in a Digital Age, Nova Iorque: Penguin Books.\nVIRILIO, Paul (2000), A Velocidade de Libertação, Lisboa: Relógio D’ Água.\nWOLTON, Dominique (2000), E depois da Internet? Para uma Teoria Crítica dos Novos Media, Algés: Difel.\nWOOLLEY, Benjamin (1997), Mundos virtuais: Uma Viagem na Hipo e Hiper-realidade, Lisboa: Caminho.
Detalhes do curso
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Código
01100430
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Modo de Ensino
PRESENCIAL
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ECTS
4.0
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Duração
Semestral
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Horas
7h Orientação Tutorial
26h Teóricas
15h Teórico-Práticas
