Carteira de Competências
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Conhecimentos de Base Recomendados
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Objetivos
A ESE/IPS, apostando na necessidade de proporcionar aos/às estudantes situações de aprendizagem autónomas e complementares ao currículo académico formal, introduziu no plano de estudos das diferentes licenciaturas a UC Carteira de Competências. Esta funciona ao longo de todo o curso, permitindo creditar aprendizagens e competências desenvolvidas em situações e contextos não-letivos. É operacionalizada através de um sistema de tutorias que incentiva o/a estudante a traçar, definir e construir, ao longo do curso, um percurso de aprendizagens autónomas. Esta UC tem como objetivos a aquisição de competências nas seguintes áreas: a) técnica/científica; b) profissional e/ou profissionalizante; c) cultural/artística e d) social/cidadania - desde que estas sejam reconhecidas como significativas, relevantes e pertinentes no âmbito das diferentes licenciaturas.
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Métodos de Ensino
A coordenação de cada uma das licenciaturas (em colaboração com os/as coordenadores/as de departamento e com a/o coordenador/a da Carteira de Competências) designam um/a docente como tutor/a de um grupo de, aproximadamente, 15 estudantes. Este/a tutor/a, salvo exceções fundamentadas, acompanha o/a estudante no seu percurso na UC desde o seu ingresso no curso até que o conclua. O/A tutor/a valorizará as estratégias de autoformação do/a estudante, motivando-o/a a procurar e desenvolver atividades significativas, relevantes e diversificadas, que lhe proporcionem um enriquecimento pessoal, social e profissional. Ao estudante compete propor ao tutor as atividades que pretende realizar, fundamentando-as. A UC operacionaliza-se fundamentalmente em horas de tutoria individual, marcadas entre o/a tutor/a e o estudante. Por opção do/a tutor/a também se podem realizar reuniões de pequeno grupo ou com o grupo na totalidade. Realizam-se ainda seminários no âmbito do curso e/ou transversais aos vários cursos, com diferentes objetivos, sendo um dos mais relevantes a valorização e partilha das experiências dos estudantes, este significativamente importante também como forma de integração dos alunos do 1º ano na dinâmica da UC. Os créditos serão atribuídos em função do número de horas do trabalho desenvolvido pelo/a estudante, considerando-se que as mesmas respondem aos critérios de pertinência anteriormente explicitados. Assim, 1 crédito corresponderá (aproximadamente) a 27h de trabalho do/a estudante, correspondendo um menor número de horas à respetiva proporção/fração de créditos (ex: 13h30m = 0,5 créditos). A distribuição dos 5 créditos realizar-se-á obrigatoriamente ao longo dos diferentes anos do curso. Um estudante pode, no máximo, realizar 3 créditos num ano letivo, sendo também este o número máximo que se poderá atribuir a uma atividade (ajustada obviamente à sua duração). As exceções a esta regra devem ser devidamente fundamentadas junto do tutor/a e do/a RUC, podendo haver situações que se prendem com estatutos especiais ao nível da frequência ou outras.
Nota 1. Quando o/a estudante ingressa na licenciatura num ano mais avançado, o/a tutor/a será, por princípio, um/a dos/as tutores/as designados/as para o curso/ ano em que o/a estudante ingressou. O mesmo acontece no caso de estudantes que não completem a UC no ano previsto. Quando voltarem a matricular-se na UC serão integrados num grupo de tutoria que corresponda ao ano que frequentam.
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Estágio(s)
Não
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Programa
Por ser uma UC que se faz através de um percurso autónomo do/a estudante, os seus conteúdos decorrem da natureza das próprias atividades e contextos em que as mesmas ocorrem. Incentiva-se que o/a estudante complemente as atividades através de pesquisa, estudo e reflexão. Exemplos nas diversas áreas:
- Técnico/científico: organização e/ou participação em seminários, formações, projetos de investigação e publicações.
- Profissional/zante: atividades de aprofundamento, enriquecimento e/ou diversificação de objetivos e conteúdos já trabalhados noutras UC.
- Cultural/artístico: visitas a espaços artísticos, a museus, feiras e/ou outros eventos com caráter cultural/artístico. Participação em grupos de música, teatro, dança ou outros.
- Social/cidadania: voluntariado, participação em associações, intercâmbios nacionais e internacionais, órgãos institucionais da ESE, do IPS ou outros.
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Demonstração de conteúdos
A escola é uma instituição central na formação de um estudante de ensino superior, preparando-o através do plano de estudos e das experiências nele contidas para o desempenho de uma futura profissão. Não obstante tal centralidade, é também uma missão do ensino superior formar cidadãos consciente, informados, dotados de competências transversais. Estas competências adquirem-se em múltiplos contextos e através de experiências diversificadas que estão longe se ser apenas proporcionadas no âmbito da Educação Formal. É igualmente importante que o/a estudante entenda por si próprio quais as competências que, na sua futura área profissional, quer melhorar e aprofundar, aproveitando a UC como uma oportunidade para o fazer. Assim, esta UC permite ao estudante compreender que há um conjunto de experiências formativas que pode trilhar com consciência e autonomia, tornando-se também um ator chave do seu próprio percurso de aprendizagem.
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Demonstração da metodologia
O sistema de tutorias permite um acompanhamento individualizado do/a estudante ao longo do seu percurso autónomo de aprendizagem, através da monitorização de aspetos considerados fundamentais para a prossecução dos objetivos, designadamente: (i) o enriquecimento dos contextos e situações em que o/a estudante se envolve; (ii) o incentivo à reflexão sobre o percurso e as aprendizagens daí decorrentes; (iii) a problematização da autonomia e das escolhas individuais como elementos pró-ativos no processo formativo. As tutorias apresentam-se como uma metodologia adequada a esta UC pois permitem um processo relacional pautado pela escuta ativa, negociação, análise de opções e de decisões, feedback das produções, numa perspetiva de critica construtiva.
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Docente(s) responsável(eis)
Lídia Soraya Barreto Marôpo - Anual
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Bibliografia
Alves, M. (2010) Aprendizagem ao Longo da Vida e Políticas Educativas Europeias. Ed. UIED, FCT-UNL, Lisboa
Pereira, A., Cibele, C., Rodrigues, M. R., & Jesus, M. (2016). A valorização e promoção das experiências pedagógicas extracurriculares. In P. R. Pinto (Ed.), CNAPPES 2016 - Congresso Nacional de Práticas Pedagógicas no Ensino Superior (pp. 65-70). Lisboa: Universidade de Lisboa.
Pires, A. (2005) Educação e Formação ao Longo da Vida: um estudo dos sistemas e dispositivos de reconhecimento e validação de competências. FCT/Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Pires, A. & Rodrigues, M. (2018). Teachers’ work in a student-centred approach to ePortfolio. In I. Kunnari (ed.) Higher education perspectives on ePortfolios. HAMK Unlimited Journal 7.9.2018.
Rodrigues, M. R., Pereira, A., & Santos, L. (2018). Valorização de experiências pedagógicas extracurriculares: perceção dos alunos. In CNAPPES 2017 (pp. 117-123). Instituto Politécnico de Setúbal.
Detalhes do curso
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Código
01100594
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Modo de Ensino
PRESENCIAL
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ECTS
5.0
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Duração
Anual
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Horas
39h Orientação Tutorial
12h Seminário
9h Teórico-Práticas
