Carlos Roxo expõe nos Claustros do IPS
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Carlos Roxo nasceu em Lisboa e, na sequência de uma longa e prestigiada caminhada como arquitecto, com dois prémios Valmor, não resistiu à tentação de regressar aos primórdios da sua formação artística: o Desenho. Um desenho onde, na opinião do amigo e colega de curso Jorge Pinheiro, para além da emergência dos ícones “mão” ou “árvore antropomorfizada”, o traço, ao impor a sua fisicidade, menoriza estruturas relacionais e subalterniza, subverte e refaz funções representativas.
Os desenhos apresentam traços largos e decididamente enfáticos ou com uma escrita cursiva minuciosa e delicada que representam “árvore”, “mulher”, “homem” mas, sobretudo, representam o Desenho numa absoluta pureza.
O seu trabalho está patente numa exposição que podemos dividir em dois núcleos distintos, um com aguarelas e técnicas mistas dos anos 50/60 do século XX, e outro com desenhos a tinta-da-china, onde se distingue um traço estilizado fruto de uma apurada técnica que esteve latente durante décadas, numas mãos sedentas de passar ao papel uma rica mundividência, como é a de Carlos Roxo.
A inauguração teve lugar no dia 10 de Setembro e marcou o arranque de mais uma iniciativa cultural do Instituto Politécnico de Setúbal em conjunto com a Câmara Municipal de Setúbal, que assume o comissariado desta exposição.
A mostra está patente até ao dia 30 de Setembro, de segunda a sexta-feira, das 12h00 às 18h00. A entrada é gratuita.
