Politécnico de Setúbal inaugura Roteiro para uma Educação Antirracista
A Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico
de Setúbal (ESE/IPS) inaugura já este sábado,
dia 26, o Roteiro para uma Educação Antirracista, ciclo de
conferências e debates que vai prolongar-se até ao próximo mês
de setembro, convidando investigadores, ativistas e professores do ensino
básico e secundário a refletir sobre o fenómeno da
discriminação racial em território nacional e os legados da escravatura
e do colonialismo na contemporaneidade.
“Memória, colonialismo e racismo no Portugal
contemporâneo” é a temática proposta no
seminário de abertura, com início pelas 14h00, através de três
painéis de discussão. “Como descolonizar a narrativa nacional?
” contará com os contributos de Inocência Mata
(Universidade de Lisboa), Fernando Rosas (Universidade Nova de
Lisboa) e Mamadou Ba (SOS Racismo), seguindo-se
“Silêncios da memorialização e racismo
contemporâneo”, por José Pedro Monteiro
(Universidade de Coimbra) e Ângela Barreto Xavier (Universidade
de Lisboa). Para finalizar, os jornalistas Diana Andringa (RTP),
Joana Gorjão Henriques (Público) e José
Rosendo (Antena 1) explicam “Como se (des)constrói o racismo
nos média”.
O seminário de encerramento, já agendado para 1 de junho
de 2019, aborda as “Políticas de combate ao racismo e desigualdade
étnico-racial” e convida para a discussão os
secretários de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, e da
Educação, João Costa, a presidente do Conselho Nacional de
Educação, Maria Emília Brederode Santos, e Vasco Malta,
representante do Alto Comissariado para as Migrações, além dos
investigadores académicos e dos professores dos agrupamentos de escolas do
concelho de Setúbal.
A 28 de setembro, está ainda agendada uma
visita à descoberta da “Presença Negra na Região de
Setúbal”.
O roteiro, que pode ser frequentado em regime livre ou como formação
para educadores e professores (25 horas), é, segundo Cristina
Roldão, docente responsável, “um percurso de
autocrítica, sobre Portugal e sobre o que é ser português, e
também de promoção da igualdade”.
A investigadora da ESE/IPS, que se tem debruçado sobre o racismo institucional
que toca os afrodescendentes, particularmente em meio escolar, lembra que o
“debate sobre a igualdade na escola ainda exclui a questão étnico-
racial”, lacuna que este roteiro vem tentar preencher, com a ambição
também de “criar espaço na agenda política”.
A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal. Toda a
informação disponível em www.ese.ips.pt.
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23 de
janeiro/2019
