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Presidente Ângela Lemos inicia novo mandato com foco na coesão e no futuro

Rui Marques_Ângela Lemos

Discurso da tomada de posse destacou conquistas e defendeu mais equidade no financiamento do Ensino Superior

A presidente do Politécnico de Setúbal (IPS), Ângela Lemos, tomou ontem posse para um novo mandato, numa cerimónia onde marcaram presença dirigentes de instituições de Ensino Superior de todo o país, representantes do poder local, entidades parceiras e os deputados eleitos pelo distrito de Setúbal.

Reeleita pelo Conselho Geral do IPS no dia 5 de março, Ângela Lemos iniciou o novo ciclo de liderança com um discurso centrado no trabalho realizado ao longo dos últimos quatro anos e nos desafios com que se depara atualmente o IPS e todo o Ensino Superior. “O mandato 2022-2026 foi um tempo de concretização, de investimento e de transformação”, afirmou em jeito de balanço, elencando alguns marcos fundamentais que fazem hoje do IPS “uma instituição mais robusta, mais coesa e mais preparada para responder aos desafios do futuro”.

Entre outros, destacou a obtenção do resultado máximo na acreditação institucional pela A3ES – Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, o “salto estrutural” na área da investigação, com a criação e acreditação de Unidades de Investigação e Desenvolvimento reconhecidas pela FCT, bem como o reforço do investimento em infraestruturas, de que é maior exemplo a construção do novo edifício da Escola Superior de Saúde.

Igualmente referido foi o avanço da nova Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais, projetada para Sines, projeto recentemente aprovado pela tutela, permitindo que o IPS “reforce a sua ligação ao território e se afirme como parceiro estratégico do desenvolvimento regional”.

O mandato 2022-2026 foi um tempo de concretização, de investimento e de transformação. O IPS é hoje uma instituição mais robusta, mais coesa e mais preparada para responder aos desafios do futuro.
Ângela Lemos, presidente do IPS

Neste primeiro discurso do mandato 2026-2030, Ângela Lemos lembrou também os “alicerces, humanos e institucionais” em que assenta o IPS de hoje, numa homenagem simbólica a Maria Emília Brederode dos Santos, membro da primeira comissão instaladora da Escola Superior de Educação e antiga presidente do Conselho Geral, recentemente falecida. E, olhando para o futuro, num tempo de profundas transformações, apelou a uma “reflexão crítica, clara e responsável” sobre o modelo de Ensino Superior que mais beneficiará o país, defendendo a revisão da lei que define as bases do financiamento, no sentido de criar equidade entre os dois subsistemas, o universitário e o politécnico. “Não há Ensino Superior de qualidade sem financiamento adequado. Não há coesão, sem equidade”, sublinhou.

 Sob o lema “Construir o futuro, com coesão e compromisso”, o novo mandato assentará em seis eixos fundamentais que ditarão a missão do IPS nos próximos quatro anos, centrada no ensino, investigação e inovação, valorização das pessoas, desenvolvimento regional, sustentabilidade institucional e internacionalização, detalhou ainda a presidente reeleita.

Na mesma ocasião, foi também empossada a equipa da Presidência para o mandato 2026-2030, cuja constituição se mantém, reconduzindo os vice-presidentes Carlos Mata, Luísa Carvalho, Pedro Ferreira e Rodrigo Lourenço, e os pró-presidentes Catarina Delgado, José Luís Sousa e Raquel Barreira.  

A abertura da sessão solene ficou a cargo do presidente do Conselho Geral do IPS, Rui Marques, que lembrou a “missão extraordinária do IPS: criar futuro”, apontando o novo mandato como uma oportunidade de “recomeço”. “Liderar é repetidamente recomeçar e uma instituição viva é aquela que nunca cristaliza”, disse, desejando a Ângela Lemos e equipa “que continue a liderar com competência, visão e humanidade”.

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