Programa ECO-ESCOLAS
O Eco-Escolas é um programa internacional da Foundation for Environmental Education, desenvolvido em Portugal desde 1996 pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE).
O Politécnico de Setúbal integrou a rede Eco-Escolas no ano letivo 2018/2019, inscrevendo as suas cinco escolas neste programa.
No dia 18 de outubro de 2019, em Guimarães, as cinco escolas do Politécnico de Setúbal foram distinguidas, pela primeira vez, com o galardão Eco-Escolas, atribuído pela ABAAE, em reconhecimento das práticas sustentáveis desenvolvidas com o envolvimento da comunidade académica e local e alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Esta distinção tem vindo a ser atribuída de forma continuada desde essa data.
No ano de 2022, o Politécnico de Setúbal foi também distinguido com duas bandeiras EcoCampus, relativas aos campi de Setúbal e do Barreiro. O galardão tem vindo a ser renovado, mais recentemente na edição de 2025, reconhecendo a continuidade das boas práticas de gestão ambiental, monitorização, participação e educação para a sustentabilidade no ensino superior.
As bandeiras EcoCampus consolidam, assim, a posição do Politécnico de Setúbal enquanto instituição de ensino superior que investe de forma continuada e estruturada na gestão ambiental e na promoção da sustentabilidade.
São exemplo deste trabalho diversas iniciativas desenvolvidas nos dois campi, nomeadamente a instalação de dispensadores de água, promovendo o consumo de água da rede e a redução de plástico descartável, bem como o reforço das práticas de separação e reciclagem de resíduos, com melhoria de infraestruturas, sinalização e ações de sensibilização dirigidas à comunidade académica.
Biodiversidade no IPS
No ano de 2023 teve início no campus de Setúbal, a criação de um pequeno bosque mediterrânico, um projeto participativo que envolveu a comunidade académica e entidades da região, contribuindo para o reforço da biodiversidade local e para a valorização ecológica do campus.
Desenvolvido segundo o método Miyawaki, baseado na plantação densa de espécies autóctones, o projeto tem vindo a consolidar-se como uma área de regeneração ecológica, investigação aplicada e aprendizagem ao ar livre. A sua implementação articula-se com outras iniciativas de valorização ambiental já em curso nos campi, nomeadamente a identificação e caracterização de espécies de fauna e flora, a recolha de imagens do património natural, a criação de uma Estação da Biodiversidade, a instalação de caixas-ninho para aves, a plantação de espécies autóctones e o desenvolvimento de projetos de ciência cidadã na plataforma Biodiversity4All.
A criação deste bosque permite:
- Recuperar a diversidade genética da flora autóctone;
- Aumentar a fixação de carbono;
- Promover a biodiversidade;
- Contribuir para a mitigação das alterações climáticas;
- Melhorar a qualidade do ar;
- Reforçar a capacidade de retenção de água no solo;
- Apoiar a recuperação paisagística de áreas anteriormente intervencionadas.
Os benefícios refletem-se de forma direta e indireta na qualidade ambiental do campus e no bem-estar da comunidade. O projeto integra também uma componente pedagógica, com a instalação progressiva de placas de identificação das espécies, reforçando o seu valor educativo e científico.
Integra ainda ações de sensibilização e divulgação, como a Exposição Itinerante de Fotografia sobre a Biodiversidade do IPS, composta por 42 fotografias e promovida no âmbito do IPSEco, que dá a conhecer uma parte das mais de 850 espécies de fauna e flora já identificadas nos campi do IPS.
Contacto
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