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Enfermagem de Reabilitação: Fenómeos e Intervenções em Processos Cardiorrespiratório

    Detalhes do curso

  • Conhecimentos de Base Recomendados

    -

  • Objetivos

    - Compreender as problemáticas e estratégias de intervenção em reabilitação respiratória e cardíaca.
    - Saber intervir atendendo aos indicadores de efetividade e construção de evidência científica em problemas respiratórios e cardíacos.
    - Saber fazer avaliação das pessoas e elaborar os respetivos diagnósticos e planos de intervenção em problemas respiratórios e cardíacos.

    - Saber as técnicas de reeducação funcional respiratória e assistência respiratória.
    - Compreender as técnicas de melhoria de tolerância ao exercício físico.
    - Saber adequar as técnicas de reeducação e reabilitação e às crianças, idosos, situações cronicas e situações patológicas especificas, respiratórias cardíacas.
    - Saber adequar a reabilitação cárdica na fase intra-hospitalar nas diversas situações clínicas.
    - Saber fazer planos de treino ambulatório para o doente cardíaco.
    - Saber preparar o doente com problemas respiratórios e cardíacos para a autogestão, aumentando a sua literacia e a qualidade de vida.

     

  • Métodos de Ensino

    A metodologia a utilizar prevê a aplicação de técnicas informativas e demonstrativas. Pretende-se que cada estudante participe ativamente no processo ensino-aprendizagem, prevendo-se para o desenvolvimento da unidade curricular, discussão de temáticas específicas em grupos restritos e no grupo alargado através da orientação e realização de trabalhos.
    A exposição e o debate em sala serão feitos pelo docente ou pelos estudantes com base nas pesquisas que se efetuarão em bases de dados, de acordo com as temáticas propostas. Privilegia-se em sala de aula estratégias interativas conducentes à participação e reflexão dos estudantes.

    Pretende-se que seja privilegiada a avaliação contínua centrada nas competências e nos processos que conduziram ao seu desenvolvimento. Avaliação: trabalho de grupo escrito (70%) com apresentação e discussão (30%).

  • Estágio(s)

    Não

  • Programa

    - Princípios e estratégias em reabilitação respiratória. Avaliação e diagnósticos. Reeducação funcional respiratória: ventilação eficaz; limpeza das vias aéreas; estratégias terapêuticas para a tolerância ao exercício. Assistência respiratória: reabilitação na ventilação invasiva e não invasiva.
    - Reabilitação da pessoa com patologia restritiva e obstrutiva em várias situações clínicas, em cirurgia geral/torácica. Reabilitação respiratória na criança e idoso. Recursos promotores da autonomia, ajudas técnicas e dispositivos de compensação.
    - Intervenção nas alterações da função cardíaca. Avaliação e diagnósticos. Fases da reabilitação cardíaca. Reabilitação intra-hospitalar em: cirurgia cardíaca; dispositivos eletrónicos cardíacos implantáveis; dispositivos de assistência circulatória; doença cardíaca isquémica; insuficiência cardíaca; transplante cardíaco.
    - Treino de exercício. Qualidade de vida, autogestão e literacia. Indicadores de efetividade. Evidência baseada na prática.

  • Demonstração de conteúdos

    Os conteúdos da unidade curricular determinam o âmbito onde o mestrando pode aprofundar e analisar os conhecimentos necessários à intervenção nas situações de doença cardíaca e/ou respiratória. A metodologia utilizada parte dos diagnósticos de enfermagem e dos critérios para a sua elaboração, seguida do conhecimento das técnicas específicas que permitem desenhar um plano de intervenção, nas situações e patologias com alterações de funcionalidade que determinam necessidades de cuidados, razão pela qual existem práticas laboratoriais.
    Compreender o processo de reabilitação na continuidade de cuidados tendo em atenção o contexto familiar e os recursos disponíveis na comunidade é relevante para empoderar as pessoas para a autonomia e independência no autocuidado e obter a satisfação do cliente.
    Os conteúdos permitem alcançar os objetivos de aprendizagem.

  • Demonstração da metodologia

    Em função dos objetivos a atingir, que possibilitam a atribuição do título de especialista e o grau académico de mestre, as metodologias procuram por um lado proporcionar conhecimentos científicos sólidos e atualizados bem como o domínio das práticas inerentes ao título de especialista e ao mesmo tempo levar os alunos a integrarem o conhecimento científico como uma das fontes imprescindíveis a uma prática baseadana evidência. Nesse sentido será fomentada a pesquisa sistemática em bases de dados e a analise de normas orientadoras da prática clínica, produzidas por entidades científicas e/ou organismos responsáveis pela qualidade da pratica de enfermagem de reabilitação. Pretende-se que o aprofundamento da capacidade reflexiva como instrumento de aprendizagem, onde a análise de práticas à luz do conhecimento científico, potencie a capacidade de transferências dos conhecimentos e experiências para novos contextos.
    Para dar resposta cabal aos objetivos definidos em consonância com as recomendações da Ordem dos Enfermeiros para esta área da prática clínica, a unidade curricular terá uma componente de prática laboratorial em ambiente simulado. Tendo em atenção as capacidades técnicas a serem desenvolvidas, o laboratório será o palco principal desta experiência, acompanhada pelos professores e especialistas em enfermagem de reabilitação.
    As duas vertentes de metodologias empregues procuram capacitar o aluno no sentido de ser capaz de dar uma resposta de qualidade aos problemas da pessoa doente/família, trabalhando baseado num processo científico, complementado com o desenvolvimento de competências técnicas especificas da área da reabilitação, de forma integrada.

  • Docente(s) responsável(eis)

    João Vítor da Silva Vieira - 2.º Semestre

  • Bibliografia

    Costa, M.B, Rebelo, C., Marques, F., Pestana, S., & Ferreira, V. (2020). Guia Orientador de Boa Prática em Enfermagem de Reabilitação Cardíaca. Lisboa: Ordem dos Enfermeiros.
    Cunha, J., Souza, M., Araujo, R., Velloso, E., & Borges, V. (2017). Efeitos de exercícios em adulto com AVE após transplante cardíaco. Insuficiência Cardíaca, 12(1): 24-33.
    Ferreira, D.S., Teodoro, A.D., Gaspar, L.J., Ferreira, M.D., Sousa, M., & Rocha, S. (2018). Guia Orientador de Boa Prática: Reabilitação Respiratória. Lisboa: Ordem dos enfermeiros.
    Global Iniciative for Chronic Obstructive Lung Disease (2020). Global Strategy for the Diagnosis, Management and Prevention of Chronic Obstructive Pulmonary Disease.
    Marques-Vieira, C., & Sousa, L. (2017). Cuidados de Enfermagem de Reabilitação à Pessoa ao Longo da Vida.Loures: Lusodidacta.
    Novo, A, Delgado, B., Mendes, E., Lopes, I., Preto, L. & Loureiro, M. (Orgs.) (2020). Reabilitação Cardíaca - Evidência e Fundamentos para a Prática. Loures: Lusodidata.

  • Código

    ME198

  • Modo de Ensino

    PRESENCIAL

  • ECTS

    4.0

  • Duração

    Semestral

  • Horas

    2h Orientação Tutorial

    8h Práticas e Laboratórios

    13h Teóricas

    13h Teórico-Práticas

Conteúdo atualizado em 09/03/2025 23:15
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