Iniciação à Tradução e Interpretação
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Conhecimentos de Base Recomendados
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Objetivos
Conhecer as funções básicas do tradutor intérprete de LGP e promover a aquisição de conhecimentos básicos teóricos e práticos.
Compreender o papel do intérprete de Língua Gestual Portuguesa como mediador de comunicação entre duas comunidades com línguas e culturas diferentes: a língua gestual da comunidade surda e a língua oral da comunidade ouvinte.
Promover a introdução dos alunos neste contexto de mediação, iniciando a sua preparação para o desempenho dessas funções. -
Métodos de Ensino
Abordagem teórica: exposição de temas; distribuição de documentação; pesquisa temática orientada;
apresentação de temas relacionados com os conteúdos pós pesquisa dos alunos; discussão e debate.
Abordagem prática: realização de exercícios práticos de iniciação à interpretação e tradução; exercícios de tradução em LGP; gravações áudio e vídeo e sua análise e correção; elaboração de glosas das gravações e de correção. -
Estágio(s)
Não
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Programa
Comunidade surda, nacional e internacional – instituições e funcionamento; marcos importantes na história da comunidade surda; legislação pertinente; noções básicas de tradução e interpretação em geral e no âmbito da LGP em particular; tradução consecutiva e tradução simultânea; modelos teóricos de tradução e interpretação – modelo de Colonomos; glosa – sua importância e utilidade; glosa – aspetos teóricos e práticos; importância dos ANM em LGP; contextos de tradução e interpretação; exercícios práticos de tradução e interpretação de e para LGP.
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Demonstração de conteúdos
As temáticas abordadas nesta UC pretendem familiarizar os estudantes com os conceitos básicos da tradução e interpretação em geral e no contexto da LGP em particular, bem como desenvolver os seus conhecimentos sobre a comunidade surda. O conhecimento sobre a estrutura, organizações e funcionamento da comunidade surda ajudam a familiarizar os estudantes com o seu futuro contexto de trabalho. Por outro lado, a realização de exercícios práticos de tradução e interpretação incorpora os conceitos teóricos abordados e facilita o desenvolvimento do conhecimento das línguas de trabalho.
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Demonstração da metodologia
A articulação entre a abordagem teórica e a abordagem prática pretende incentivar a participação ativa e interessada por parte dos alunos, essencial ao progresso da disciplina e à obtenção de sucesso nas
avaliações.
A par de uma participação nas aulas, realização de pesquisas orientadas, realização dos exercícios
propostos pela docente, potencia-se a participação em atividades extracurriculares potenciadoras dos
conhecimentos adquiridos nas aulas (seminários, encontros, conferências e eventos relacionados com a
comunidade surda). -
Docente(s) responsável(eis)
Cristina Isabel Caciones Gil - 1.º Semestre
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Bibliografia
Alves, C. F. (Org.) (2013). Da teoria à prática: a voz dos usuários da LGP, Custóias: ATILGP\nBarbosa, S. (Coord.) (2015). Ser intérprete de língua Gestual Portuguesa, Rio Tinto: Mosaico\nBettencourt, J., J. C. Soares (1994). “Língua Gestual Portuguesa – Língua de uma minoria linguística”. Integrar, nº 4, Ab/Jul, Lisboa: IEFP/SNR, pp. 49-55\nCaldas. C. (Ed.) (2012). Coleção Pro-LGP, Lisboa: UCP\nCoelho, O. & Klein, M. (2013). Cartografias da Surdez, Porto: Livpsic\nDuarte, H., M.J. Almeida, (2003). “Recognizing and protecting Sign Language in the Constitution” WFD News – World Federation of the Deaf, Vol. 16, nº 2, Jul, Helsínquia: WFD, pp.7-8\nEuropean Union of the Deaf (2010). Declaração sobre as Línguas Gestuais na União Europeia. Bruxelas\nGestuário – Língua Gestual Portuguesa (1995) Lisboa: SNR, nº5, 2ª, Ed.\nGD: Gestuário Digital (DVD) – Língua Gestual Portuguesa (2008) Lisboa: INR, I.P.\nGuia Europeu da Comunidade Surda, (1997) Bruxelas: EUD\nGil, Cristina e Pereira, J. (2019). "Deaf Way nos Estudos Culturais: a bandeira Surda da diversidade” Medi@ções, Vol 7 no. 1. Língua Gestual Portuguesa e Comunidade Surda.\nLaborit, E.(2000). O Grito da Gaivota, Lisboa: Caminho\nLadd, P. (2008). Em busca da Surdidade 1, Lisboa: Surd'universo\nMedi@ções – Revista online (2019). Língua Gestual Portuguesa e Comunidade Surda. Vol. 7 N.º 1 (2019), Setúbal: Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, disponível em: https://mediacoes.ese.ips.pt/index.php/mediacoesonline/issue/view/19\nMorgado, M. (2007). Mamadu, o herói surdo. (+DVD). Lisboa: Surd'Universo\nMorgado, M. (2009). Sou asas. (+DVD). Lisboa:Surd'Universo\nMorgado, M. (coord.) (2010). Os meus primeiros gestos. Lisboa: Surd’Universo /CED JRP, CPL\nNações Unidas (2007). Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.\nNapier, J. (2021).Sign language brokering in deaf-hearing families, Palgrave Macmillan.\nRoberson, L., & Shaw, S. (2018). Signed Language Interpreting in the 21st Century: Foundations and Practice. Washington: Gallaudet University Press.\nSacks, O. (2011). Vejo uma voz - Uma viagem ao mundo dos surdos, Lisboa: Relógio d'Água\nStrobel, K. (2009). As imagens do outro sobre a cultura surda, Florianópolis: UFSC\nUNESCO (2001). Universal Declaration on Cultural Diversity.\nUNESCO (1994). Declaração de Salamanca Sobre Princípios, Política e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais.\nUnited Nations Special Rapporteur on Minority issues (2017) Handbook by the United Nations Special Rapporteur on minority issues: Language Rights of Linguistic Minorities. Office of the High Commissioner for Human Rights\nVenade, F. (2014). Os direitos fundamentais das Pessoas Surdas. Coimbra: Almedina\nWEB:\nwww.spreadthesign.com/pt/\nwww. fpas.org.pt - Federação Portuguesa das Associações de Surdos\nhttp://cdhps.fpasurdos.pt/index.php - Centro de Direitos Humanos das Pessoas Surdas /FPAS\nwww.inr.pt - Instituto Nacional para a Reabilitação\nhttp://videos.sapo.pt/academialgp - Exemplos de vídeos em LGP
Detalhes do curso
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Código
LGP10008
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Modo de Ensino
PRESENCIAL
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ECTS
5.0
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Duração
Semestral
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Horas
15h Orientação Tutorial
15h Práticas e Laboratórios
15h Teóricas
15h Teórico-Práticas
