
Entrevista: “Poder representar os milhares de estudantes do IPS é uma oportunidade que me honra muito”
- Categorias Entrevista, Estudantes Internacionais, Inclusão e Diversidade, Vida Académica
- Data 09/02/2026
Leo Cardoso, Estudante Internacional vindo do Brasil, é o novo presidente da Associação Académica (AAIPS)
Recém-eleito presidente da Associação Académica, Leo Cardoso vive “a maior” das suas aventuras desde que chegou ao IPS, ao abrigo do estatuto de Estudante Internacional. Natural da Baía, Brasil, o estudante finalista de Engenharia Informática conta-nos quais foram as ambições que o levaram a atravessar o Atlântico e como foi fácil sentir-se em casa na comunidade internacional da instituição.
O Leo é um cidadão brasileiro a estudar em Portugal ao abrigo do estatuto de Estudante Internacional. Como surge o IPS no seu caminho?
Surgiu após o meu primeiro ano em outro politécnico aqui em Portugal. Estava insatisfeito com o meu curso e também não me sentia muito bem integrado. Pesquisei outras oportunidades dentro do país e consegui usar a minha nota do Exame Nacional do Ensino Médio do Brasil, o ENEM, para me candidatar a outra instituição portuguesa. Encontrei no IPS a oferta formativa que me pareceu mais compatível com os meus interesses e também a oportunidade de estar mais próximo de Lisboa, onde também tenho familiares e amigos. Depois, apaixonei-me por Setúbal, pela gastronomia, principalmente o choco frito, pelas belas praias e paisagens ao redor, e por toda a oferta cultural que esta cidade fornece.
Que percurso académico deixou para trás no seu país de origem e que sonhos e ambições o fizeram atravessar o oceano?
Iniciei uma licenciatura na área da Engenharia de Software, na Universidade Federal de Tecnologia do Paraná, semelhante ao curso que estou agora a frequentar no IPS. O que me fez querer vir para Portugal foi, sem sombra de dúvida, o conhecimento multicultural, a possibilidade de poder estar mais próximo de outras nacionalidades. Esse desenvolvimento ao nível da comunicação, de aprendizagem de idiomas, como inglês, russo, espanhol e italiano, nos quais tenho interesse, faziam parte de uma ambição que tinha de poder crescer, interagindo com pessoas de diversas nacionalidades.
Como descreveria o percurso feito até ao momento no IPS, do ponto de vista académico e também da experiência humana?
Tem sido bastante proveitoso, apesar de todas as dificuldades do processo de mudança de país. Estou agora no estágio de fim de curso e com duas disciplinas para concluir, conseguindo finalizar, no prazo de três anos e meio, a licenciatura em Engenharia Informática, que quero ainda aprofundar, permanecendo na instituição para uma outra formação.
Nestes anos no IPS consegui desenvolver bastantes habilidades que eu não acreditava que possuía, e de diversas maneiras: em aulas práticas, nos laboratórios, em atividades extracurriculares que o IPS promove. Entre elas, destaco duas oportunidades internacionais, através da aliança E³UDRES² e do programa Erasmus+. Estive na Finlândia e na Grécia para desenvolver atividades com estudantes de outras instituições e vou fazer uma terceira formação, que será na Áustria, ainda neste ano letivo. Esse intercâmbio cultural existe também aqui dentro do IPS. Tenho diversos amigos, brasileiros, portugueses e de outras nacionalidades. Todos os estudantes estrangeiros se sentem bastante integrados aqui na comunidade. Recomendo imensamente a escolha do IPS para estudar em Portugal.
Chegar à presidência da AAIPS foi um caminho natural? O que representa para si?
Sim, de certa forma. No meu primeiro dia de aulas, quando ouvi o discurso do então presidente da AAIPS, passou-me pela cabeça a ideia de um dia podia poder estar naquele lugar – só não imaginava que seria no meu último ano de curso. Toda a gente, entre os amigos que fiz aqui e as pessoas que conheci, em todos os eventos, dizia que eu deveria tentar ocupar esse cargo. Diria que foi de uma maneira natural e porque houve várias pessoas que me influenciaram, que me deram conselhos e me ajudaram a chegar onde cheguei.
Diria que a maior das minhas aventuras no IPS foi tornar-me presidente da Associação Académica. Poder representar os milhares de estudantes do IPS é bastante gratificante e uma oportunidade que me honra muito. Como ser humano, acredito que vou sair daqui melhor do que entrei e só isso já é uma vitória tremenda para a vida de qualquer estudante.
Perfil
Nascido em Itapetinga, no interior da Baía, Leo Cardoso sonhava desde cedo com a oportunidade de estudar em Portugal, em busca de um ambiente multicultural onde se sentisse bem integrado. Acabaria por encontrá-lo no IPS, tirando partido das suas várias iniciativas de mobilidade internacional, promovidas no âmbito da aliança E³UDRES² e do programa Erasmus+.
Do outro lado do oceano, trouxe o hobby de tocar “quase tudo o que tem cordas”, do ukelele ao cavaquinho, e também as saudades do Carnaval e das Festas Juninas, celebrações fundamentais que unem comunidades e famílias no Nordeste Brasileiro.
Tem desde sempre a meta de ser professor do Ensino Superior, mas, para já, enquanto presidente da AAIPS, vai dando vazão ao que considera ser o seu maior talento: “Conhecer e interagir com pessoas e dar voz às que não conseguem fazer-se ouvir. Ser um interlocutor”.
