ENTREVISTA: Liderar a transformação da ESCE/IPS para o futuro do Ensino Superior – IPS – Instituto Politécnico de Setubal
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ENTREVISTA: Liderar a transformação da ESCE/IPS para o futuro do Ensino Superior

Diretor reeleito, Pedro Pardal, faz balanço do anterior mandato e antecipa os próximos quatro anos

Responder às novas exigências do mercado de trabalho e ao perfil emergente do estudante, num contexto de profunda transformação digital, é um dos principais desafios e oportunidades assumidos por Pedro Pardal, diretor da Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE/IPS). Empossado a 15 de janeiro para um segundo mandato, o docente encara a recondução como um voto de confiança que lhe trouxe “motivação renovada”, após quatro anos marcados pelo reforço e qualificação dos recursos humanos da Escola e pela consolidação da sua oferta formativa.

Mereceu novamente a confiança do Conselho de Representantes para dirigir a ESCE/IPS. Como encara este novo mandato?
Com o sentimento de enorme responsabilidade e com uma motivação renovada para trabalhar em prol do desenvolvimento da ESCE/IPS e do reforço da sua afirmação no Ensino Superior. O incentivo recebido de toda a comunidade, e a confiança demonstrada pelos membros do Conselho de Representantes, foram fundamentais para sentir que o trabalho realizado teve um efeito positivo na transformação da instituição e que no futuro continuarei a contar com o necessário compromisso e espírito de colaboração de todos.

Que eixos do seu programa de ação considera que foram cumpridos ao longo destes quatro anos?
O programa de ação, que se projetou a quatro anos, contemplou vários objetivos inseridos em seis eixos de atuação. Posso identificar duas áreas prioritárias, desde logo o reforço e qualificação dos recursos humanos. Conseguimos, na primeira metade do mandato, reforçar em cerca de 30 por cento a estrutura de funcionários administrativos. Este crescimento, com maior impacto na categoria de Técnico Superior, permitiu ter um corpo não docente mais qualificado, conferindo uma maior e melhor capacidade de resposta dos nossos serviços.

Ao nível do corpo docente, foram abertos vários concursos de acesso à carreira, assim como outros de promoção interna. A conclusão destes procedimentos permite, hoje, que o corpo próprio tenha um maior peso na estrutura docente, garantindo uma maior estabilidade, disponibilidade e qualidade das atividades pedagógicas, de investigação e outras que fazem parte da missão da escola. Como consequência da abertura de concursos e de uma política mais rigorosa na contratação de docentes convidados, registou-se um aumento considerável de docentes doutorados ou docentes com título de especialista, traduzindo-se numa maior robustez dos cursos oferecidos pela ESCE/IPS.

Neste mandato, foi também possível concretizar a reestruturação de quase toda a oferta formativa de licenciatura e mestrado. Foi um processo de natureza participativa, que culminou na acreditação dos 13 cursos submetidos a avaliação pela A3ES.
Pedro Pardal, diretor da ESCE/IPS

E no que toca à consolidação da oferta formativa existente, o que foi possível fazer?
As ações na dimensão da oferta formativa permitiram aumentar a atratividade dos cursos, com um aumento geral das taxas de ocupação de vagas. Por outro lado, foram desenvolvidos diversos cursos de pós-graduação e cursos breves (microcredenciais), numa aposta de especialização e de resposta às necessidades do mercado e de aprendizagem contínua. A maioria destes cursos foram desenvolvidos em processos de cocriação com entidades empresariais.

Neste mandato, foi também possível concretizar um processo estruturante para a ESCE/IPS, que assentou na reestruturação de quase toda a sua oferta formativa de licenciatura e mestrado. Este foi um processo de natureza participativa, que implicou igualmente uma redefinição da organização da atividade letiva e o desenvolvimento de um novo modelo pedagógico, tendo culminado na acreditação dos 13 cursos submetidos a avaliação pela A3ES – Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.

Quais os principais desafios e oportunidades que se colocam à ESCE/IPS no futuro mais próximo?
A mudança no enquadramento do Ensino Superior em Portugal, bem como o impacto da transformação digital e introdução da Inteligência Artificial em todas as áreas da sociedade, são apenas alguns fatores, que colocam pressão sobre as instituições, gerando desafios exigentes, mas igualmente oportunidades de desenvolvimento. Nos próximos anos, a ESCE/IPS deve continuar a trabalhar na adequação dos seus cursos às novas exigências do mercado de trabalho e à transformação registada no perfil de estudante, preparando o reajustamento dos mesmos no próximo ciclo avaliativo da A3ES. Por outro lado, a crescente necessidade de requalificação de profissionais e de aprendizagem ao longo da vida é uma oportunidade para o desenvolvimento de oferta formativa especializada e de afirmação da notoriedade da escola no seio da comunidade. A abertura de novos espaços de inovação pedagógica, projetados para os próximos anos, irá de certeza incentivar a melhoria das práticas pedagógicas com efeito relevante no processo de ensino-aprendizagem do estudante.

A outro nível, a crescente competição por recursos humanos qualificados, e envelhecimento do corpo docente no Ensino Superior, constituem um desafio para a Escola. Temos, por isso, que reforçar a abertura de concursos, e igualmente apostar em melhores condições de trabalho e de bem-estar, que promovam a motivação, o sentimento de pertença e a identificação com a instituição.

Entre os vários desafios e oportunidades está também, por exemplo, o reforço da política científica, qualidade e especialização da investigação, que queremos seja impactante na transformação das regiões e da sociedade em geral. Outra área importante é a internacionalização. Queremos afirmar-nos com oferta formativa em inglês e com um maior potencial de rentabilização de parcerias estabelecidas e projetos desenvolvidos.   

Nota biográfica

Doutorado em Contabilidade pelo ISCTE-IU, e professor coordenador do Departamento de Contabilidade e Finanças, Pedro Pardal tem lecionado várias unidades curriculares de licenciatura, mestrado e pós-graduações, tendo sido responsável por áreas como Contabilidade Analítica ou Relato Financeiro no Setor Público.

Além dos cargos de diretor e de subdiretor, exerceu outras funções de gestão na ESCE/IPS, nomeadamente as de coordenador da Licenciatura em Contabilidade e Finanças (regime noturno), vice-presidente do Departamento de Contabilidade e Finanças e membro do Conselho Técnico-Científico.

Reportagem fotográfica da cerimónia de tomada de posse: Facebook

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