
Nova escola superior em Sines dá passo decisivo com tomada de posse da Comissão Instaladora
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- Data 24/06/2026
Iniciativa "Agir com o Território" reuniu representantes de instituições públicas, empresas e organizações do Alentejo Litoral
A Comissão Instaladora da Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais (ESSITD), nova unidade orgânica do Politécnico de Setúbal (IPS) a instalar em Sines, tomou ontem posse no Centro de Artes da cidade, no âmbito do evento “Agir com o Território – Aliança para a Sustentabilidade Territorial”, que reuniu representantes de instituições públicas, empresas e organizações com intervenção no ecossistema do Alentejo Litoral.
Presidido por João Pires, antigo diretor da Escola Superior de Educação (ESE/IPS), e integrando os docentes João Nabais e Olga Costa como vogais, o órgão dispõe agora do prazo máximo de cinco anos para implementar a estrutura definitiva da nova escola superior. Na cerimónia, João Pires destacou que este será um processo assente “na auscultação da comunidade e na partilha de soluções”, com o objetivo de reforçar o sentimento de pertença à escola, ao IPS e à região.
O responsável sublinhou ainda que a ESSITD é “um projeto regional, sediado no município de Sines”, que ultrapassa o âmbito do próprio IPS e pretende afirmar-se como um fator de internacionalização e de valorização do Alentejo Litoral enquanto território de investimento. Para tal, defendeu um “alinhamento estratégico entre os parceiros do tecido económico e social da região” em torno deste investimento estruturante.
Na sua intervenção, a presidente do IPS, Ângela Lemos, afirmou que esta tomada de posse representa “um passo decisivo” na concretização de um projeto cuja preparação começou em 2021, com o objetivo de dotar o Alentejo Litoral de uma oferta estruturada de Ensino Superior público.
“Queremos uma escola politécnica no sentido mais nobre do termo: próxima, aplicada, orientada para a resolução de problemas concretos, construída em articulação com os parceiros e comprometida com o desenvolvimento económico, social e ambiental da região”, afirmou.
Com uma oferta formativa que abrangerá microcredenciais, cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP), licenciaturas, pós-graduações, mestrados e, futuramente, programas de doutoramento, a nova escola pretende responder às necessidades de qualificação de um território em rápida transformação industrial, energética e tecnológica. Entre os seus objetivos, prosseguiu, estão “a requalificação de trabalhadores, atração de jovens para a região e fixação de talento”.
A iniciativa incluiu ainda a conferência “Conhecimento que transforma – o Ensino Superior como motor do desenvolvimento regional”, proferida por Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e antigo presidente do IPS, que abordou o contributo da academia para a inovação, qualificação e competitividade dos territórios. Uma presença e intervenção “particularmente simbólicas”, sinalizou a Ângela Lemos, lembrando que foi durante o mandato de Pedro Dominguinhos que “este projeto começou a afirmar-se como uma resposta necessária para o território, ganhando solidez institucional”.
Seguiu-se o debate “Território em ação – parcerias para um futuro sustentável”, com a participação de João Pires, presidente da Comissão Instaladora da ESSITD, Pedro do Ó Ramos, presidente dos Portos de Sines e Algarve, Cristina Cachola, diretora da Refinaria de Sines da Galp, Carla Calisto, chief people officer da Start Campus, e Jorge Pisco, presidente da Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas, com moderação de Raul Tavares, diretor do jornal “Semmais”.
O encerramento esteve a cargo de Álvaro Beijinha, presidente da Câmara Municipal de Sines, que classificou este investimento como “absolutamente decisivo para o futuro do território onde estão instaladas as mais importantes infraestruturas críticas do país”. E que defendeu, por isso, “uma responsabilidade largamente partilhada entre autarquias, Governo e também as empresas aqui instaladas” para assegurar o sucesso deste projeto estratégico.
